Análise laboratorial

O óleo conta o que
acontece dentro do transformador

Laboratório próprio: a amostra chega identificada, passa pelos ensaios físico-químicos e pela cromatografia, e volta como laudo — com a recomendação de manter, tratar ou substituir o óleo. É o mesmo controle que a BREDA faz no óleo que entra na fábrica e no óleo dos equipamentos em serviço.

O que medimos

Oito análises
sobre o mesmo óleo

Os seis primeiros são a ficha de controle de rotina, preenchida por número de série do equipamento. Os dois últimos abrem o diagnóstico quando a suspeita é de falha interna ou contaminação.

  1. 01

    Rigidez dielétrica

    A tensão que o óleo suporta antes de romper. É o ensaio que diz, direto, se o isolamento ainda está fazendo o trabalho dele.

  2. 02

    Teor de água (ppm)

    Água no óleo derruba a rigidez dielétrica e acelera o envelhecimento do papel isolante — que, ao contrário do óleo, não se recupera.

  3. 03

    Índice de neutralização

    A acidez do óleo, medida por titulação. Sobe conforme o óleo oxida e indica o quanto ele já envelheceu em serviço.

  4. 04

    Tensão interfacial

    Cai quando aparecem compostos polares da degradação. Lida junto com a acidez, mostra se o envelhecimento está avançando.

  5. 05

    Fator de potência

    Mede as perdas dielétricas do óleo. Denuncia contaminação e umidade antes de elas aparecerem em outros ensaios.

  6. 06

    Densidade

    Controle de recebimento e identificação do óleo — e parte da verificação de mistura entre óleos de origens diferentes.

  7. 07

    Cromatografia gasosa (AGD)

    Os gases dissolvidos no óleo apontam falha incipiente dentro do transformador: arco, descarga parcial ou sobreaquecimento.

  8. 08

    PCB (ascarel)

    Verifica contaminação por bifenilas policloradas, proibidas e de descarte controlado.

Como funciona

O caminho da amostra

Frascos âmbar com etiqueta de controle de análise de óleo da BREDA, seringa de coleta e a ficha de controle sobre a bancada
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Coleta e identificação

A amostra sai do equipamento em seringa e vai para frasco âmbar, com a etiqueta de controle preenchida na hora: data, equipamento e motivo da coleta — preventiva, preditiva, equipamento novo ou após manutenção.

Técnica da BREDA posicionando os eletrodos no copo de ensaio do medidor de rigidez dielétrica
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Ensaios físico-químicos

No laboratório, a amostra passa pelos ensaios da ficha de controle. A rigidez dielétrica é medida no equipamento de ruptura, elevando a tensão entre os eletrodos até o óleo romper.

Titulação em bancada de laboratório: bureta com hidróxido de potássio e erlenmeyer com a amostra de óleo no ponto de viragem
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Titulação e acidez

O índice de neutralização vem por titulação com hidróxido de potássio 0,1 N: a viragem do indicador marca quanta base foi preciso para neutralizar o ácido formado no óleo.

Analista da BREDA flambando o anel de platina do tensiômetro, na bancada do laboratório
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Tensão interfacial

Antes da medição, o anel de platina é passado na chama para queimar qualquer resíduo — do contrário a leitura vem falseada. O ensaio mede a força para arrancar o anel da interface entre o óleo e a água, que cai quando aparecem os compostos polares do envelhecimento.

Laboratório da BREDA: duas analistas trabalhando, uma vertendo a amostra em proveta e outra na bancada Analista lendo o densímetro dentro da proveta, ao lado dos frascos de amostra e da ficha de controle Duas analistas conferindo o cromatograma na tela, ao lado do cromatógrafo gasoso
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Cromatografia e densidade

A cromatografia separa os gases dissolvidos do óleo; a densidade é lida no densímetro, dentro da proveta. Os resultados entram na ficha por número de série do equipamento.

Analista da BREDA conferindo no sistema os resultados dos ensaios do óleo, com a fábrica ao fundo
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Diagnóstico

Fechados os ensaios, os resultados vão para o sistema por número de série e são comparados aos limites de norma. É aqui que a medição vira diagnóstico: o que está dentro, o que está no limite e o que aponta falha em formação — com a recomendação de manter em serviço, tratar o óleo em campo ou substituir.

Normas

Sob quais normas

Cada ensaio segue norma própria — uma para medir, outra para interpretar o que a medição mostrou.

Cromatografia — AGD
  • NBR 7070 · IEC 60567 como medir os gases
  • IEC 60599 · IEEE C57.104 como interpretar o resultado
Físico-químico — óleo mineral isolante (OMI)
  • ABNT NBR 10576
Físico-químico — óleo vegetal isolante (OVI)
  • ABNT NBR 16518
PCB
  • NBR 13882

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